Enfim, um desempenho de primeira. Na hora certa, o bom futebol gremista voltou. Depois de uma série de atuações irregulares, o Grêmio mostrou força para brigar pelo tri da Libertadores. Foi uma apresentação brilhante? Longe disso. Mas os jogadores mostraram – sem exceção – muita vontade. Aí, fica mais fácil. A torcida vai junto e o Grêmio fica praticamente imbatível.
Ontem, gostei demais do Douglas, Lúcio, Victor e Rochemback (pelo sacrifício). Adilson foi bem também. Só que, ao contrário do meu primo Sergio (aquele que um dia já escreveu nesse blog), não penso que ele tenha sido o melhor em campo.
O time mudou um pouco o posicionamento também. Acho que essa sintonia fina no meio campo ajudou um pouco. Ontem, foram praticamente três volantes. Nos jogos anteriores, Adilson e Lúcio ficavam mais adiantados, no meio do caminho entre Rochemback e Douglas. A alteração deu mais consistência, essencial para quem joga Libertadores.
O melhor mesmo é que o Grêmio mostrou força diante de um bom adversário. No Grupo 2, não há nenhum time da segunda divisão boliviana nem lanternas de campeonatos da América do Norte.
O Junior de Barranquilla é um dos bons times dessa Libertadores. Lembro em 2007, quando muitos diziam que o grupo do Grêmio era fraco. Bom, chegamos à final e o Cúcuta foi até as semifinais.
Ataque reforçado
Para as oitavas, o time ficará mais forte com a entrada de Leandro. Gostaria também que Renato olhasse com mais atenção para Vinícius Pacheco. Tem entrado bem. Não é o atacante dos sonhos, mas tem velocidade e participa bastante do jogo. Parece ser mais participativo do que Escudero, por exemplo.
Sobre o argentino, formei uma opinião: é o Rodrigo Mendes num dia ruim. Ou o Rodrigo Mendes com a personalidade do Bruno, sei lá.
O que eu quero dizer é o seguinte: Escudero tem ferramentas para ser jogador de futebol. Precisa querer ser.




