Na hora certa

Publicado 08/04/2011 por Gabriel
Categorias: Nada pode ser maior

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Enfim, um desempenho de primeira. Na hora certa, o bom futebol gremista voltou. Depois de uma série de atuações irregulares, o Grêmio mostrou força para brigar pelo tri da Libertadores. Foi uma apresentação brilhante? Longe disso. Mas os jogadores mostraram – sem exceção – muita vontade. Aí, fica mais fácil. A torcida vai junto e o Grêmio fica praticamente imbatível.

Comemoração do primeiro gol - foto: Cristiano Estrela/CP

Ontem, gostei demais do Douglas, Lúcio, Victor e Rochemback (pelo sacrifício). Adilson foi bem também. Só que, ao contrário do meu primo Sergio (aquele que um dia já escreveu nesse blog), não penso que ele tenha sido o melhor em campo.

O time mudou um pouco o posicionamento também. Acho que essa sintonia fina no meio campo ajudou um pouco. Ontem, foram praticamente três volantes. Nos jogos anteriores, Adilson e Lúcio ficavam mais adiantados, no meio do caminho entre Rochemback e Douglas. A alteração deu mais consistência, essencial para quem joga Libertadores.

O melhor mesmo é que o Grêmio mostrou força diante de um bom adversário. No Grupo 2, não há nenhum time da segunda divisão boliviana nem lanternas de campeonatos da América do Norte.

O Junior de Barranquilla é um dos bons times dessa Libertadores. Lembro em 2007, quando muitos diziam que o grupo do Grêmio era fraco. Bom, chegamos à final e o Cúcuta foi até as semifinais.

Douglas foi um dos melhores em campo - foto: Fabiano do Amaral/CP

Ataque reforçado

Para as oitavas, o time ficará mais forte com a entrada de Leandro. Gostaria também que Renato olhasse com mais atenção para Vinícius Pacheco. Tem entrado bem. Não é o atacante dos sonhos, mas tem velocidade e participa bastante do jogo. Parece ser mais participativo do que Escudero, por exemplo.

Sobre o argentino, formei uma opinião: é o Rodrigo Mendes num dia ruim. Ou o Rodrigo Mendes com a personalidade do Bruno, sei lá.

O que eu quero dizer é o seguinte: Escudero tem ferramentas para ser jogador de futebol. Precisa querer ser.

Três zagueiros para ganhar a Libertadores

Publicado 01/04/2011 por Gabriel
Categorias: Imortalidade

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Preciso admitir: tenho pavor de time com três zagueiros. Pior do que isso, só perder uma Libertadores. Então, dos males o menor. Acho que está mais do que na hora de tentar uma solução nova e reorganizar o time. Começar do zero.

O sistema atual parece estar vencido. Ficou previsível. Faltam  jogadores adequados para executá-lo. A defesa falha com muita frequência. O ataque está sem criatividade.

O professor Pardal aqui tem uma alternativa. Na teoria, é ótima. Observe a imagem abaixo com atenção, que em seguida eu explico os prós e os contras dessa mudança:

Grêmio no 3-5-2

Esquema alternativo para o Grêmio. Prometo que da próxima vez faço um gráfico mais caprichado.

Vantagens:

1 – Gilson não está mais na equipe. Claro, dá pra tirá-lo mesmo sem mudar de esquema, mas é melhor não correr riscos.

2 – Gabriel e Lúcio são muito mais apoiadores do que marcadores. Essa característica combina mais com alas do que com laterais. Então, nada mais natural do que aproximá-los do ataque, diminuindo a necessidade de voltar até a primeira linha de defesa para marcar.

3 – Gilson não está mais na equipe.

4 – A zaga está falhando pelo alto? Com mais um zagueiro e Willian Magrão no meio, a média de altura sobe bastante. Deve melhorar. Mário Fernandes não cabeceia bem? Coloca o Neuton ou o Vilson (bruxinho do meu primo Sergio). Apesar da inconstância, prefiro o Mário pela saída qualificada. Com outros dois zagueiros, ele pode dar aquelas arrancadas sem deixar o time muito exposto.

5 – Gilson não está mais na equipe.

6 – Willian Magrão formou em 2008 a melhor dupla de volantes do Brasileirão ao lado de Rafael Carioca. Jogava como segundo homem, em um esquema 3-5-2. Com Fábio Rochemback paradinho na frente dos zagueiros, distribuindo o jogo, Magrão fica liberado para se juntar à frente e chegar a ataque como elemento surpresa. Funcionou bem no passado. Tem tudo para funcionar agora. Adilson é outra opção. Marca mais, mas acho Magrão mais incisivo na chegada à frente.

7 – Gilson não precisa nem concentrar. Com apenas um lateral no time, não precisamos ter dois reservas no banco. Bruno Collaço dá conta do recado.

8 – Com o time mais alto, a principal jogada do time será reforçada: a bola parada.

Desvantagens

1 – Douglas pode ficar muitos sozinho na armação. Ele terá dois alas por perto e Leandro se movimentando à frente, mas terá um meio-campista a menos para tabelar. É um risco.

2 – Tenho medo  que, para resolver esse problema da solidão de Douglas, Renato escale Carlos Alberto no lugar de Magrão.

3 – O time pode demorar a se adaptar ao novo esquema. É mais fácil tentar ajustar o que está errado do que começar praticamente do zero.

4 – Com três atrás, o time pode encontrar problemas para ocupar espaços onde antes havia quatro jogadores.

E aí? Você mudaria o esquema?

Será que a volta de Koff é boa pro Grêmio?

Publicado 29/03/2011 por Gabriel
Categorias: Imortalidade

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Não estava muito a fim de escrever sobre a política do Grêmio. Gostaria de avaliar o surgimento do Leandro e reproduzir uma conversa que tive com um dirigente gremista há umas duas semanas. Ele comentou que o guri tem tudo para ser um “craque”, mas que ainda não estava pronto e deveria ser lançado aos poucos no time.
Pode ser, mas eu penso um pouco diferente.

Vejo que, com o ataque atual (Escudero/Carlos Alberto/Vinicius Pacheco + Borges), o Grêmio não vai ganhar a Libertadores. Então, é preciso arriscar. E Leandro é um incógnita, o único jogador que, se explodir, pode desviar o Grêmio da mesmice e o consequente  fracasso na Libertadores. Mas vou falar sobre isso outro dia.

Meu assunto é Fábio André Koff, o dirigente mais vitorioso da história do Rio Grande do Sul.

Leio e ouço que ele é candidato a presidente do Grêmio. Que bom! Mas que ruim…

Koff é um baita dirigente. Tem pulso firme, conhece futebol e sabe se cercar de bons profissionais. Arriscaria até a dizer que, se ele voltar, Felipão vem junto. Que maravilha! Koff e Felipão mexem com o coração de qualquer gremista.

Só que talvez não haja motivos para tamanha empolgação com o retorno de Koff.

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Curva descendente

Publicado 18/03/2011 por Gabriel
Categorias: Imortalidade

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Fiquei assustado com a atuação do Grêmio ontem à tarde, contra o León. O primeiro tempo foi uma aberração. Vi um time preguiçoso, desorganizado e mal escalado. Estivesse enfrentando um time de qualidade técnica mediana e terminaria o primeiro tempo com uma goleada.

Por sorte, era um clube peruano.

No segundo tempo, o time correu. E foi só. Os demais defeitos se repetiram, com a agravante de terminar a partida com três laterais-esquerdos e um ataque formado por Viçosa e Clementino.

É incrível como o Grêmio caiu de produção e desandou de um ano pro outro. Acho que Renato ficou preso às fórmulas do ano passado, mas agora é bem diferente. Não tem mais Jonas, Fábio Santos, etc. O melhor caminho é, mesmo com pouco tempo, modificar esquema e jogadores. E o mais importante: reforçar o meio-campo. O Grêmio toma gol em praticamente todos os jogos.

A classificação está na mão, mas, se nada mudar, é passar de fase para ser eliminado logo adiante. Renato precisa rever o time e a insistência com alguns jogadores. Não vou falar os nomes mais uma vez. E a direção precisa se mexer para contratar. Azar do Willian Magrão.

Inscreveria três atacantes pra próxima fase ou dois atacantes e um lateral-esquerdo. Não dá para deixar para depois, em cima da hora.

É preciso contratar imediatamente. Quem?

Eu gostaria de Messi ou Cristiano Ronaldo. Fariam bem aquela função do Jonas. Como é difícil, tentaria Everton (Caxias), Elksson (Vitória) ou Dentinho (Corinhians). São grandes atacantes? Não. Mas é o que tem no mercado.

Escudero

Não sei se Escudero é a solução por um único motivo: não entrou em campo até agora. E, no atual momento, a solução é sempre quem está fora. Escudero jogou uns 15 minutos num dia, mais 10 em outro e foi só. Pelo jeitão de correr e conduzir a bola, lembrou o Rodrigo Mendes. Pela disposição, lembrou o Bruno. É a principal atração do fim de semana.

TV

Não conheço dos detalhes do acerto com a Globo. Só acho engraçado que, mesmo sem conhecer, tanta gente presuma que o Grêmio fez o pior acordo. O que levaria os dirigentes a celebrarem o pior contrato? Mesmo com erros e acertos, não tenho motivo pra duvidar da honestidade da direção.

Comemorações x provocações

Se não for algo muito agressivo, que ofenda a instituição ou provoque violência fora de campo, não dou a mínima para essas provocações entre os jogadores. São eles que jogam. Eles que vão entrar em campo no próximo Gre-Nal e tomar pau e levar cusparadas dos adversários. Problema deles.

Depois de guardar a taça no armário, é hora de refletir

Publicado 10/03/2011 por Gabriel
Categorias: Nada pode ser maior

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Pior do que comemorar título de turno do Gauchão é, obviamente, perder o título do turno do Gauchão. Portanto, ótimo que o Grêmio ganhou. Mesmo nos pênaltis, com gol de empate aos 50 minutos do segundo tempo, etc, não importa: título é título e precisa ser valorizado.

Agora, o resultado não pode mascarar os erros. E ontem apareceram muitos. Pior: alguns que têm se repetido a cada jogo e outros que têm surgido nas últimas rodadas.

Renato Portaluppi é um técnico inteligente e com domínio total do grupo, não tenho dúvidas. Mas ele não pode mais adiar algumas decisões sob o risco de comprometer a campanha da Libertadores.

O time está mal escalado e até mesmo mal treinado. Com jogadores pouco adequados às funções, parece que o Grêmio atua com um a menos sempre. Precisa fazer muita força para vencer. É bom ver o time no limite, mas esse limite tem que ser mais alto.

Vamos aos problemas mais evidentes:

1) Gílson não é jogador pro Grêmio. Quando ele está em campo, o time só se ajeita com outro lateral-esquerdo para ajudá-lo no apoio e na marcação. Ou seja: precisa de dois jogadores pra fazer a função de um. Não dá.

2) É preciso escolher entre Borges e André Lima. É duro, eu sei, mas Renato ganha pra isso. Eu ficaria com André Lima, mas respeito quem pensa diferente. A diferença técnica é pequena. O parceiro? Sei lá. Qualquer um. Viçosa, Lins, Clementino, Escudero, Carlos Alberto, tanto faz. Se não tiver ninguém, deixa o atacante sozinho lá na frente. E que a direção vá às compras. Ainda temos possibilidade de inscrever outros jogadores na próxima fase da Libertadores.

3) Carlos Alberto jogou apenas uma vez na sua função, justamente a estreia, contra o Novo Hamburgo. Mesmo sem empolgar, foi sua melhor apresentação. Depois, virou volante pela direita, pela esquerda, em lugar nenhum. Onde tem jogado, sua virtude acaba virando um defeito. Como ele se apresenta sempre para jogar e nunca toca de primeira, o Grêmio fica lento, previsível, arrastado. Segurar a bola é bom na frente da área adversária, para cavar faltas. No círculo central, só atrasa o time. Pra piorar, é um desastre marcando, apesar da boa vontade com que tem aceitado a missão. Em resumo: ou vira sombra do Douglas, ou disputa lugar no ataque ou senta no banco.

4) Rochemback precisa de parceria para defender. Não pode ser o único marcador do meio. Os zagueiros ficaram expostos. Se contra o Caxias foi um terror, contra times mais qualificados pode ser fatal. Adilson, Magrão, Fernando, tanto faz. Só não dá para deixá-lo sozinho como foi ontem. Sim, Magrão até esteve em campo – marcou gol e salvou um contra-ataque no segundo tempo quando o Caxias podia ter matado o jogo – mas trotou do começo ao fim e errou dezenas de jogadas fáceis, visivelmente sem ritmo.

De positivo mesmo, é a capacidade de indignação desse grupo. É difícil ver o Renato na beira do campo chutando garrafas d´água e ficar parado. O time lutou até o final. E, nos pênaltis, Victor teve a estrela e a competência que acompanham os grandes da posição.

Ganhar a Copa Libertadores é mais complicado. Só goleiro e correria não são suficientes.


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