Três zagueiros para ganhar a Libertadores
Preciso admitir: tenho pavor de time com três zagueiros. Pior do que isso, só perder uma Libertadores. Então, dos males o menor. Acho que está mais do que na hora de tentar uma solução nova e reorganizar o time. Começar do zero.
O sistema atual parece estar vencido. Ficou previsível. Faltam jogadores adequados para executá-lo. A defesa falha com muita frequência. O ataque está sem criatividade.
O professor Pardal aqui tem uma alternativa. Na teoria, é ótima. Observe a imagem abaixo com atenção, que em seguida eu explico os prós e os contras dessa mudança:
Vantagens:
1 – Gilson não está mais na equipe. Claro, dá pra tirá-lo mesmo sem mudar de esquema, mas é melhor não correr riscos.
2 – Gabriel e Lúcio são muito mais apoiadores do que marcadores. Essa característica combina mais com alas do que com laterais. Então, nada mais natural do que aproximá-los do ataque, diminuindo a necessidade de voltar até a primeira linha de defesa para marcar.
3 – Gilson não está mais na equipe.
4 – A zaga está falhando pelo alto? Com mais um zagueiro e Willian Magrão no meio, a média de altura sobe bastante. Deve melhorar. Mário Fernandes não cabeceia bem? Coloca o Neuton ou o Vilson (bruxinho do meu primo Sergio). Apesar da inconstância, prefiro o Mário pela saída qualificada. Com outros dois zagueiros, ele pode dar aquelas arrancadas sem deixar o time muito exposto.
5 – Gilson não está mais na equipe.
6 – Willian Magrão formou em 2008 a melhor dupla de volantes do Brasileirão ao lado de Rafael Carioca. Jogava como segundo homem, em um esquema 3-5-2. Com Fábio Rochemback paradinho na frente dos zagueiros, distribuindo o jogo, Magrão fica liberado para se juntar à frente e chegar a ataque como elemento surpresa. Funcionou bem no passado. Tem tudo para funcionar agora. Adilson é outra opção. Marca mais, mas acho Magrão mais incisivo na chegada à frente.
7 – Gilson não precisa nem concentrar. Com apenas um lateral no time, não precisamos ter dois reservas no banco. Bruno Collaço dá conta do recado.
8 – Com o time mais alto, a principal jogada do time será reforçada: a bola parada.
Desvantagens
1 – Douglas pode ficar muitos sozinho na armação. Ele terá dois alas por perto e Leandro se movimentando à frente, mas terá um meio-campista a menos para tabelar. É um risco.
2 – Tenho medo que, para resolver esse problema da solidão de Douglas, Renato escale Carlos Alberto no lugar de Magrão.
3 – O time pode demorar a se adaptar ao novo esquema. É mais fácil tentar ajustar o que está errado do que começar praticamente do zero.
4 – Com três atrás, o time pode encontrar problemas para ocupar espaços onde antes havia quatro jogadores.
E aí? Você mudaria o esquema?
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01/04/2011 às 15:47
Eu tentaria o Neuton no lugar do Gílson. O esquema a principio ficaria mantido, mas poderia facilmente se transformar num 3-5-2.
02/04/2011 às 17:24
É uma boa opção também. A entrada do Neuton mudaria menos a estrutura do time, mas acho ele, em que pese a firmeza e a boa técnica, um pouco lento para jogar na lateral. Mario Fernandes, como terceiro zagueiro, daria mais velocidade à saída de bola.
De qualquer forma, o mais importante mesmo é a saída daquele peladeiro da lateral-esquerda. Acho que isso é (quase) unanimidade.
15/04/2011 às 13:31
[...] preciso organizar o time e definir tarefas para os jogadores. Só motivar o grupo, disputar rachões e ficar preso a uma [...]