A passeio em Novo Hamburgo
Sejamos claros: esse papo de santo, semideus, lenda, etc, é folclore. Só. Renato Portaluppi é técnico do Grêmio por ser qualificado para a função. De León teve sua chance e não conseguiu repetir na casamata o sucesso obtido na zaga. Dinho foi um dos meus grandes ídolos, mas não vai dirigir o Grêmio nunca. Uma pena, mas é verdade.
Renato merece respeito, claro, por tudo o que construiu. É o maior jogador da história do clube, mas não é infalível e não acima do bem e do mal.
Neste domingo, errou bastante. Diria até que, em seis meses, foi a primeira vez que cometeu erros crassos. Não dá para admitir, no futebol de hoje, jogar 20 minutos com quatro atacantes. Não dá para insistir com Gílson. Não dá para começar com dois centroavantes como Borges e André Lima.
Renato acertou mesmo a partir do apito final. Sua entrevista foi indignada na medida certa. O recado foi dado. E o diagnóstico foi correto.
Teve jogador que não se entregou como devia (alô, Mário Fernandes!). Teve jogador mediano pensando que é craque (alô, Paulão!). Teve jogador em campo no domingo pensando na quinta-feira (alô, André Lima!).
Não é assim que funciona no Grêmio.
O técnico vai ter bastante trabalho nos próximos dias. A resposta precisa aparecer já contra o Oriente Petrolero.
Explicação
Mesmo concordando com o diagnóstico do Renato, tenho outra explicação para a derrota para o Novo Hamburgo. É uma análise mais simples, quase simplória. O Grêmio ficou sem os três jogadores que pensam em campo: Gabriel, Rochemback e Douglas. São eles que organizam o time. Os demais correm, brigam, repetem os movimentos ensaiados durante a semana, etc. Mas criatividade é com esses três. E nenhum deles jogou neste domingo.
Carlos Alberto
Por enquanto, gostei mais das entrevistas do Carlos Alberto do que do seu futebol. Mostrou uma grande virtude: não se escondeu. Tecnicamente, foi apenas razoável. Em compensação, mostrou um defeito que costuma me irritar demais: tenta cavar faltas em quase todas as jogadas. Não vai funcionar na Libertadores.
De resto, sigo na torcida para que ele encaixe logo no time e consiga mostrar todo seu futebol.
Explore posts in the same categories: ImortalidadeTags: andré lima, borges, carlos alberto, Copa Libertadores, erros, falhas, falta, gauchão, gílson, imortal, imortalidade, libertadores, Libertadores 2011, noia, novo hamburgo, paulão, renato, Renato Portaluppi
You can comment below, or link to this permanent URL from your own site.
10/03/2011 às 15:15
[...] Carlos Alberto jogou apenas uma vez na sua função, justamente a estreia, contra o Novo Hamburgo. Mesmo sem empolgar, foi sua melhor apresentação. Depois, virou volante pela direita, pela esquerda, em lugar nenhum. Onde tem jogado, sua virtude [...]